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Da Redação

Outubro Rosa - Um convite à saúde e prevenção


Com estimativa de 57.120 novos casos em 2014, o câncer de mama é o segundo tipo da doença mais frequente no mundo e acomete principalmente as mulheres com mais de 35 anos. Em situações menos comuns, atinge ainda mulheres jovens e homens. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que o câncer de mama é responsável por 22% de novos casos surgidos por ano.
Conforme o Inca, as taxas de mortalidade por câncer de mama no país são consideradas elevadas, provavelmente porque a doença é diagnosticada em estágios avançados. Por isso a prevenção e o diagnóstico precoce são tão importantes. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos do diagnóstico é de 61%. Em 2011, 13.345 pessoas morreram em decorrência do problema, sendo 120 homens e 13.225 mulheres.
Diante da necessidade de conscientização, o MTmamma - Associação de Trabalhadores Voluntários contra o Câncer de Mama em Mato Grosso realiza em Cuiabá a campanha Outubro Rosa. O intuito é chamar atenção para o problema e despertar a conscientização da prevenção e tratamento pelo diagnóstico precoce. Igrejas iluminadas com a cor rosa, apresentações culturais, comércio de artesanato, prática de atividades físicas e palestras, entre outras ações, fazem parte do calendário.
A mobilização ocorre mundialmente e o nome faz referência à cor rosa, do laço que simboliza a luta contra o câncer de mama. O movimento teve início nos Estados Unidos, onde vários estados faziam ações individuais de combate ao câncer de mama. No final da década de 90, entidades das cidades americanas Yuba e Lodi intensificaram as ações focadas na prevenção, originando efetivamente o Outubro Rosa. No início, as cidades se enfeitavam com laços rosa e posteriormente as ações foram surgindo.
Aos poucos, o movimento foi ganhando espaço em outros países e chegou ao Brasil em outubro de 2002, quando o Mausoléu do Soldado Constitucionalista, conhecido como Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado com a cor rosa. Em Cuiabá, o Outubro Rosa chega à 5ª edição.
Raquel Cintra, presidente em exercício do MTmamma, aponta que a instituição tem como premissa orientar sobre a doença, além de prestar apoio psicológico às pacientes que ficam muito abaladas emocionalmente ao receber o diagnóstico. Ela relata que não são raros os casos de mulheres que acabam se vendo sozinhas em meio a um dos momentos mais difíceis da vida.
“Existe uma preocupação muito grande dos médicos em relação ao psicológico e emocional da paciente ao receber o diagnóstico. Em algumas situações, a doença chega a ser o menor dos problemas. São muitas as histórias de falta de apoio e de abandono por parte do companheiro, entre outros problemas. Por isso, temos a preocupação em oferecer esse serviço”.
A professora Raquel Antoniah Barbosa Flores, 42, conhece de perto a doença e o impacto que ela traz na vida das pacientes. Descobriu o câncer de mama há 4 anos, pouco tempo depois de perder a mãe com o mesmo problema. Como tinha histórico na família, fazia exames de rotina e assim a doença foi diagnosticada.
“O primeiro pensamento que vem é que não há mais saída, a gente pensa que a vida acabou. Ainda mais no meu caso, tinha perdido minha mãe depois de 7 anos de luta contra o câncer de mama”, relata a professora que primeiro definiu o tratamento junto aos médicos para então revelar para a família que estava doente. “Depois que você enfrenta a doença, quer lutar para sarar. A vida é o mais importante de tudo”.
Quimioterapia, queda do cabelo, mastectomia total e acompanhamento periódico dos médicos fazem parte da história da professora nos últimos anos. No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, ela começou a escrever um novo capítulo. Neste dia ela passou pelo primeiro procedimento cirúrgico para a reconstrução da mama. “Já fiz três cirurgias de reconstrução. É um procedimento longo, dolorido, que exige repouso, companhia, mas que vale muito a pena”.
Na etapa final do procedimento, Raquel relata que contou com o apoio do marido e da família durante os últimos anos e a presença deles foi fundamental para suportar todas as dificuldades impostas pela doença. Associado a isso, ela buscou retomar atividades das quais gostava, mas havia deixado de lado, como a dança do ventre que voltou a praticar.
Na academia, conheceu o trabalho do MTmamma e passou a frequentar o local que hoje chama de sua segunda casa. “Participo das ações e hoje ofereço curso de dança para as assistidas. Toda mulher quer ser amada, independente de cabelo, da mama. E é isso que tentamos oferecer. Apesar das dificuldades, a doença te faz repensar na vida, os valores mudam, damos importância a outras coisas”.
Prevenção, diagnóstico e tratamento – Cuidados com a saúde e exames periódicos são formas de prevenção e são fundamentais para um diagnóstico precoce da doença. Especialista em radioterapia da Clínica Nutec, o médico Rodrigo Teixeira Motta explica que a idade adequada para a mulher começar a fazer os exames preventivos é motivo de debate em todo o mundo.
No Brasil, a mulher que não tem casos da doença na família é orientada a fazer exames de mamografia após os 40 anos. O procedimento é garantido por lei desde 2009 e deve ser oferecido na rede pública de saúde.
Já as que têm histórico familiar devem antecipar o acompanhamento. Nesses casos, o exame recomendado é a ressonância magnética, devido a densidade da mama, antes dos 40 anos. Embora não seja comum, o especialista relata a existência de pacientes jovens que apresentam diagnóstico da doença. “Já atendi mulheres de 23 anos, mas são casos raros”.
Apesar da importância dos cuidados a serem adotados, o especialista frisa que isso não pode virar uma paranoia. Aponta ainda que o autoexame não é a forma mais recomendada de diagnóstico, uma vez que nódulos e caroços são encontrados dessa forma somente quando possuem um tamanho considerável.
Feito o diagnóstico, o médico inicia o tratamento, que tem sido cada vez mais conservador, o que significa retirar o mínimo possível da mama com o objetivo de preservá-la e garantir a qualidade de vida da paciente. Motta destaca que o tratamento atualmente é bastante eficaz. Além disso, a medicina conta com ferramentas bastante desenvolvidas para realizar o diagnóstico e estudo do problema.
A descoberta precoce da doença faz toda a diferença para a paciente e reflete diretamente na possibilidade de cura, precisão da cirurgia e prescrição de medicamentos, qualidade de vida e bem-estar.
Embora a prevenção da doença não seja totalmente possível, segundo o Inca, alguns cuidados são importantes, como evitar a obesidade, mantendo uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos. O excesso de peso aumenta o risco de desenvolver o câncer de mama. A ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, também é contra-indicada, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.
Além do aparecimento de nódulo nos seios, alterações na pele que recobre a mama e mamilo também podem indicar o surgimento da doença. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma palpável, nódulo (caroço) no seio, pode ser acompanhado ou não de dor mamária. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.
MTmamma - A Associação MTmamma nasceu da união de um grupo de pessoas com histórico pessoal ou familiar da doença, com interesse em ajudar pacientes que enfrentam o câncer de mama. A presidente em exercício, Raquel Cintra, conta que uma palestra da América Mama inspirou os fundadores a iniciarem este trabalho voluntário, que hoje conta com 105 assistidas cadastradas.
No final de 2010, a Câmara de Vereadores de Cuiabá aprovou a lei que considera a entidade como sendo de utilidade pública municipal e, em outubro de 2011, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso garantiu à instituição a condição de utilidade pública estadual.
A associação sobrevive do trabalho voluntário e tem como fonte de renda para pagamento dos gastos a contribuição de associados e parcerias com a sociedade civil. A instituição oferece bate-papo, reuniões mensais do grupo de psicoterapia, oficinas de artesanato e pintura em tecido, sessões de reiki, meditação, yoga, pilates, hidroginástica, fisioterapia, aulas de dança do ventre, grupo de madrinhas das assistidas, informação, auxilio no encaminhamento para o tratamento (médicos e exames), consultoria jurídica sobre direitos da pessoa com câncer, coral, palestras educacionais e cursos de capacitação de voluntários.
Programação
1º/10 - Abertura com iluminação da Igreja Nossa Senhora Aparecida e apresentação da Orquestra Sinfônica da UFMT
2/10 a 2/11 – Venda de produtos artesanais feitos na MTmamma
12/10 – Caminhada Amigos do peito no Parque Mãe Bonifácia
24/10 – Dia em prol da saúde das mamas – Praça Alencastro
08/11 – Encerramento com jantar 6º Macarromamma no Cenárium Rural


Com estimativa de 57.120 novos casos em 2014, o câncer de mama é o segundo tipo da doença mais frequente no mundo e acomete principalmente as mulheres com mais de 35 anos. Em situações menos comuns, atinge ainda mulheres jovens e homens. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que o câncer de mama é responsável por 22% de novos casos surgidos por ano.
Conforme o Inca, as taxas de mortalidade por câncer de mama no país são consideradas elevadas, provavelmente porque a doença é diagnosticada em estágios avançados. Por isso a prevenção e o diagnóstico precoce são tão importantes. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos do diagnóstico é de 61%. Em 2011, 13.345 pessoas morreram em decorrência do problema, sendo 120 homens e 13.225 mulheres.
Diante da necessidade de conscientização, o MTmamma - Associação de Trabalhadores Voluntários contra o Câncer de Mama em Mato Grosso realiza em Cuiabá a campanha Outubro Rosa. O intuito é chamar atenção para o problema e despertar a conscientização da prevenção e tratamento pelo diagnóstico precoce. Igrejas iluminadas com a cor rosa, apresentações culturais, comércio de artesanato, prática de atividades físicas e palestras, entre outras ações, fazem parte do calendário.
A mobilização ocorre mundialmente e o nome faz referência à cor rosa, do laço que simboliza a luta contra o câncer de mama. O movimento teve início nos Estados Unidos, onde vários estados faziam ações individuais de combate ao câncer de mama. No final da década de 90, entidades das cidades americanas Yuba e Lodi intensificaram as ações focadas na prevenção, originando efetivamente o Outubro Rosa. No início, as cidades se enfeitavam com laços rosa e posteriormente as ações foram surgindo.
Aos poucos, o movimento foi ganhando espaço em outros países e chegou ao Brasil em outubro de 2002, quando o Mausoléu do Soldado Constitucionalista, conhecido como Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado com a cor rosa. Em Cuiabá, o Outubro Rosa chega à 5ª edição.
Raquel Cintra, presidente em exercício do MTmamma, aponta que a instituição tem como premissa orientar sobre a doença, além de prestar apoio psicológico às pacientes que ficam muito abaladas emocionalmente ao receber o diagnóstico. Ela relata que não são raros os casos de mulheres que acabam se vendo sozinhas em meio a um dos momentos mais difíceis da vida.
“Existe uma preocupação muito grande dos médicos em relação ao psicológico e emocional da paciente ao receber o diagnóstico. Em algumas situações, a doença chega a ser o menor dos problemas. São muitas as histórias de falta de apoio e de abandono por parte do companheiro, entre outros problemas. Por isso, temos a preocupação em oferecer esse serviço”.
A professora Raquel Antoniah Barbosa Flores, 42, conhece de perto a doença e o impacto que ela traz na vida das pacientes. Descobriu o câncer de mama há 4 anos, pouco tempo depois de perder a mãe com o mesmo problema. Como tinha histórico na família, fazia exames de rotina e assim a doença foi diagnosticada.
“O primeiro pensamento que vem é que não há mais saída, a gente pensa que a vida acabou. Ainda mais no meu caso, tinha perdido minha mãe depois de 7 anos de luta contra o câncer de mama”, relata a professora que primeiro definiu o tratamento junto aos médicos para então revelar para a família que estava doente. “Depois que você enfrenta a doença, quer lutar para sarar. A vida é o mais importante de tudo”.
Quimioterapia, queda do cabelo, mastectomia total e acompanhamento periódico dos médicos fazem parte da história da professora nos últimos anos. No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, ela começou a escrever um novo capítulo. Neste dia ela passou pelo primeiro procedimento cirúrgico para a reconstrução da mama. “Já fiz três cirurgias de reconstrução. É um procedimento longo, dolorido, que exige repouso, companhia, mas que vale muito a pena”.
Na etapa final do procedimento, Raquel relata que contou com o apoio do marido e da família durante os últimos anos e a presença deles foi fundamental para suportar todas as dificuldades impostas pela doença. Associado a isso, ela buscou retomar atividades das quais gostava, mas havia deixado de lado, como a dança do ventre que voltou a praticar.
Na academia, conheceu o trabalho do MTmamma e passou a frequentar o local que hoje chama de sua segunda casa. “Participo das ações e hoje ofereço curso de dança para as assistidas. Toda mulher quer ser amada, independente de cabelo, da mama. E é isso que tentamos oferecer. Apesar das dificuldades, a doença te faz repensar na vida, os valores mudam, damos importância a outras coisas”.
Prevenção, diagnóstico e tratamento – Cuidados com a saúde e exames periódicos são formas de prevenção e são fundamentais para um diagnóstico precoce da doença. Especialista em radioterapia da Clínica Nutec, o médico Rodrigo Teixeira Motta explica que a idade adequada para a mulher começar a fazer os exames preventivos é motivo de debate em todo o mundo.
No Brasil, a mulher que não tem casos da doença na família é orientada a fazer exames de mamografia após os 40 anos. O procedimento é garantido por lei desde 2009 e deve ser oferecido na rede pública de saúde.
Já as que têm histórico familiar devem antecipar o acompanhamento. Nesses casos, o exame recomendado é a ressonância magnética, devido a densidade da mama, antes dos 40 anos. Embora não seja comum, o especialista relata a existência de pacientes jovens que apresentam diagnóstico da doença. “Já atendi mulheres de 23 anos, mas são casos raros”.
Apesar da importância dos cuidados a serem adotados, o especialista frisa que isso não pode virar uma paranoia. Aponta ainda que o autoexame não é a forma mais recomendada de diagnóstico, uma vez que nódulos e caroços são encontrados dessa forma somente quando possuem um tamanho considerável.
Feito o diagnóstico, o médico inicia o tratamento, que tem sido cada vez mais conservador, o que significa retirar o mínimo possível da mama com o objetivo de preservá-la e garantir a qualidade de vida da paciente. Motta destaca que o tratamento atualmente é bastante eficaz. Além disso, a medicina conta com ferramentas bastante desenvolvidas para realizar o diagnóstico e estudo do problema.
A descoberta precoce da doença faz toda a diferença para a paciente e reflete diretamente na possibilidade de cura, precisão da cirurgia e prescrição de medicamentos, qualidade de vida e bem-estar.
Embora a prevenção da doença não seja totalmente possível, segundo o Inca, alguns cuidados são importantes, como evitar a obesidade, mantendo uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos. O excesso de peso aumenta o risco de desenvolver o câncer de mama. A ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, também é contra-indicada, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.
Além do aparecimento de nódulo nos seios, alterações na pele que recobre a mama e mamilo também podem indicar o surgimento da doença. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma palpável, nódulo (caroço) no seio, pode ser acompanhado ou não de dor mamária. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.
MTmamma - A Associação MTmamma nasceu da união de um grupo de pessoas com histórico pessoal ou familiar da doença, com interesse em ajudar pacientes que enfrentam o câncer de mama. A presidente em exercício, Raquel Cintra, conta que uma palestra da América Mama inspirou os fundadores a iniciarem este trabalho voluntário, que hoje conta com 105 assistidas cadastradas.
No final de 2010, a Câmara de Vereadores de Cuiabá aprovou a lei que considera a entidade como sendo de utilidade pública municipal e, em outubro de 2011, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso garantiu à instituição a condição de utilidade pública estadual.
A associação sobrevive do trabalho voluntário e tem como fonte de renda para pagamento dos gastos a contribuição de associados e parcerias com a sociedade civil. A instituição oferece bate-papo, reuniões mensais do grupo de psicoterapia, oficinas de artesanato e pintura em tecido, sessões de reiki, meditação, yoga, pilates, hidroginástica, fisioterapia, aulas de dança do ventre, grupo de madrinhas das assistidas, informação, auxilio no encaminhamento para o tratamento (médicos e exames), consultoria jurídica sobre direitos da pessoa com câncer, coral, palestras educacionais e cursos de capacitação de voluntários.
Programação
1º/10 - Abertura com iluminação da Igreja Nossa Senhora Aparecida e apresentação da Orquestra Sinfônica da UFMT
2/10 a 2/11 – Venda de produtos artesanais feitos na MTmamma
12/10 – Caminhada Amigos do peito no Parque Mãe Bonifácia
24/10 – Dia em prol da saúde das mamas – Praça Alencastro
08/11 – Encerramento com jantar 6º Macarromamma no Cenárium Rural


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