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Da Redação

O uso da cadeirinha pode salvar a vida de uma criança

Especial Segurança no Trânsito        

O uso da cadeirinha pode  salvar a  vida de uma criança
Édever dos pais garantir a segurança de seus filhos. Esse dever também se estende aos cuidados no trânsito. Ao entrar no veículo, é automático na maioria das pessoas o ato de colocar o cinto de segurança para se proteger. Essa proteção também deve se estender às crianças. Para garantir a segurança delas em 2010 entrou em vigor a “Lei da Cadeirinha”, uma resolução do CONTRAN que torna obrigatório o uso de dispositivos de retenção, que podem ser o bebê conforto, a cadeirinha ou assento de elevação, para crianças de até sete anos e meio de idade. A resolução diz também que só poderão ser transportadas no banco dianteiro crianças com mais de 10 anos de idade, crianças de 0 a 1 ano devem ser transportadas em bebê conforto ou poltrona virada para trás, de 1 a 4 anos em poltrona virada para frente do carro e de 4 a 7 anos e meio em assento de elevação preso ao cinto de três pontos do  carro. Mas não adianta somente comprar a cadeirinha. As recomendações do fabricante, principalmente no que se referem a peso e altura da criança, também devem ser consideradas. 
Em veículos que não possuam cinto de três pontos, a criança deve andar com cinto abdominal, e no caso do veículo não ter banco traseiro, deverá ser transportada no dispositivo adequado, no banco da frente. 
A cadeira deve ser certificada pelo Inmetro e o manual de instruções deve ser seguido à risca, para que a cadeira seja instalada corretamente, o que garante sua eficiência. Em seu primeiro ano, a Lei já reduziu em 23% o número de mortes no trânsito entre crianças de até 8 anos, conforme estudo realizado pelo Ministério da Saúde. A conscientização dos pais e cuidadores é fundamental, já que com o passar do tempo as pessoas acabam “relaxando” e deixando para trás a utilização do equipamento, não tendo mais a mesma preocupação da época em que a lei entrou em vigor. A infração para quem descumprir a resolução é considerada gravíssima, gerando sete pontos na carteira de habilitação, apreensão do veículo até a regularização e multa de R$ 191,54, que é equiparada ao valor de algumas cadeirinhas e assentos disponíveis no mercado.
Mas a multa é a menor das preocupações que os pais devem ter. O uso da cadeirinha também reduz o risco de fraturas e evita que a criança seja arremessada para fora do veículo em caso de acidente, o que causaria maiores danos à saúde. Se um adulto transportar uma criança no colo, em caso de acidente o adulto se projeta sobre a criança, podendo imprensá-la no banco da frente ou no painel. O cinto de segurança de três pontos foi projetado para um adulto com mais de 1,40m, portanto se houver uma emergência e a criança precisar ser transportada sem o equipamento de segurança, coloque-a sempre no banco traseiro, apenas com a parte de baixo do cinto de três pontos passada em sua cintura. Existem pesquisas que afirmam que 60% dos acidentes de trânsito ocorrem próximo de casa. Por isso a importância do carro não sair da garagem antes que a criança esteja segura. 
A exigência não se aplica a carros alugados, veículos de transporte coletivo, táxi e veículos escolares. Mas quanto maior o cuidado, mais seguras as crianças estarão. Independente de lei e fiscalização, o uso da cadeirinha garante a segurança da criança, podendo salvar a vida de seu filho em um acidente. Se alguém além dos pais transporta a criança com frequência, como os avós, por exemplo, vale a pena investir em um dispositivo de segurança para esses outros veículos. No caso de aluguel de veículo, muitas locadoras possuem a opção de alugar com cadeirinha ou assento, por um custo pequeno diário. 
 
 
 
 
 
A lei já reduziu em 23% 
o número de mortes no trânsito entre crianças de até 8 anos, conforme 
estudo realizado pelo 
Ministério da Saúde.

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