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Destaques da revista

29/09/2014 00:00

Projeto da ANVISA dá notas aos restaurantes

COMIDA AGORA TEM NOTA


Texto: Raquel Ferreira

 

Não é segredo para ninguém que saúde começa no prato. Além do que é ingerido, a forma como o alimento é preparado reflete diretamente no organismo, na qualidade de vida e pode até mesmo evitar ou provocar doenças. Em casa fica fácil saber o que está sendo consumido. Mas nos restaurantes e bares, na maioria das vezes, as condições do preparo, a qualidade do que é oferecido aos clientes e a cozinha do local, são verdadeiros segredos.

Para garantir um padrão de qualidade e assegurar o que é servido nos bares, restaurantes e lanchonetes do país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou projeto-piloto  "Categorização dos Estabelecimentos de Alimentação". Desde o início do ano, estabelecimentos de 12 cidades-sede da Copa de 2014 passam por readequação e recebem notas com base nas condições de segurança dos alimentos apresentadas. Em Cuiabá, cerca de 80 empresas do segmento participam.

A consultora nutricional Paula Costa Cunha explica que a categorização serviu para avaliar em termos práticos a parte de higienização e boas práticas dos estabelecimentos seguindo a legislação vigente, e frisa que esta é uma maneira de garantir a qualidade dos serviços prestados para os consumidores.

A avaliação usa critérios definidos pela Anvisa e os estabelecimentos têm o dever comunicar aos consumidores se obtiveram as notas “A”, “B” ou “C”. A iniciativa pioneira foi anunciada no período pré-Copa e passa a ser uma realidade nacional. Os critérios são baseados em experiências bem sucedidas de cidades como Los Angeles, Nova Iorque e Londres.

Orienta ainda que a principal mudança proposta pelo projeto-piloto é referente aos hábitos higiênicos dos estabelecimentos e vê como positiva a resposta dos empresários e funcionários. “O projeto veio a calhar pelo fato de Cuiabá ser uma das cidades-sedes da copa do mundo. Acompanhei o trabalho realizado por algumas empresas e foi muito válido. O avanço foi de 60%”, explica a consultora nutricional.

O trabalho conta com apoio do Sebrae, que desenvolveu a Cartilha do Empresário – Apoio à categorização dos serviços de alimentação, em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). E ainda realizou serviço de consultoria às empresas, juntamente com Senai e Senac. A Anvisa também publicou material facilitador.

A analista técnica do Sebrae, Marisbeth Gonçalves, aponta que as instituições ofereceram gratuitamente cursos e consultorias às empresas que participaram do projeto-piloto, que é apontado por ela como indispensável para garantir segurança alimentar aos consumidores.

“Temos a missão de fortalecer os micro e pequenos empresários e a participação neste processo foi mais um passo dado. Inicialmente, alguns empresários não gostaram da ideia, mas conforme foram conhecendo o projeto-piloto entenderam a importância dele para o mercado, clientes, funcionários e para o próprio estabelecimento”.

O empresário Marcelo Rodrigues de Matos, proprietário do restaurante Meat’s Grill, especializado em cortes especiais de carne, atua no segmento alimentício desde 2004 e não viu problemas em adequar às novas exigências da Anvisa. Relata que a fiscalização dos órgãos responsáveis sempre existiu, mas em novembro de 2013 iniciaram as propostas de mudança.

“Houve uma fiscalização e deram um prazo de 120 dias para adequação a todas as normas. A partir disso, o governo federal em parceria com o Sebrae prestou consultoria gratuita com nutricionistas para que as medidas fossem seguidas com o objetivo de alcançar a nota “A”. Acompanhamos a lista informada e muitos não conseguiram a nota”, explica o empresário.

Segundo Marcelo, as exigências abrangem vários itens, passando pela cobrança de certificados da água utilizada no estabelecimento, controle da temperatura, do tempo de exposição dos alimentos preparados, uso de termômetros para controle efetivo da temperatura, manutenção dos equipamentos de armazenamento e exposição.

“Capacitação do manipulador sobre as Boas Práticas, incluindo a lavagem freqüente das mãos também faz parte das exigências, assim como manter o estabelecimento em adequadas condições de higiene, ter fornecedores de matéria-prima de boa procedência, acompanhar, avaliar e melhorar continuamente as práticas adotadas no estabelecimento, sempre contando com acompanhamento de nutricionista habilitada”.

No entendimento da consultora nutricional, tanto os empresários quanto os funcionários ganham com o projeto-piloto. Lembra que os estabelecimentos melhoram a qualidade da mão de obra presente na empresa, o que reflete positivamente em vários setores. “Os locais passam a ter funcionários capacitados, com conhecimento sobre os riscos de contaminação dos alimentos. conhecendo os problemas, aumenta o cuidado na manipulação e armazenamento dos produtos e com isso, a empresa ganha com a diminuição da perda de produtos, pela armazenagem adequada. A medida representa ganho para todos”.

Marcelo complementa que os clientes também ganham. “Com a categorização, o cliente tem como saber o padrão do estabelecimento onde está se servindo. Não podemos esquecer que nem sempre o restaurante mais luxuoso ou mais caro significa uma situação sanitária adequada”.

Ele complementa que categorização funciona para o consumidor como uma forma de transparência e garantia de direitos, o direito de consumir alimentos bem preparados e de qualidade. Por meio dela, podemos conhecer a situação sanitária de cada local. “Além de fornecedor de produtos, nós somos também consumidores e temos o direito de saber o que estão nos servindo. Entendo que esse projeto de categorização deveria ser cobrado de todos que atuam no ramo de alimentação, para que muitos não coloquem em risco a sua saúde”.

Para Marisbeth, a categorização é uma forma de mostrar ao consumidor que a cozinha do local que ele elegeu para se alimentar está apta para oferecer refeições de qualidade, sem riscos de contaminação ou problema de saúde. Afinal, quem é que está disposto a pegar uma intoxicação alimentar, ou mesmo encontrar “objetos” não identificados no prato?

COMIDA AGORA TEM NOTA


Texto: Raquel Ferreira

 

Não é segredo para ninguém que saúde começa no prato. Além do que é ingerido, a forma como o alimento é preparado reflete diretamente no organismo, na qualidade de vida e pode até mesmo evitar ou provocar doenças. Em casa fica fácil saber o que está sendo consumido. Mas nos restaurantes e bares, na maioria das vezes, as condições do preparo, a qualidade do que é oferecido aos clientes e a cozinha do local, são verdadeiros segredos.

Para garantir um padrão de qualidade e assegurar o que é servido nos bares, restaurantes e lanchonetes do país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou projeto-piloto  "Categorização dos Estabelecimentos de Alimentação". Desde o início do ano, estabelecimentos de 12 cidades-sede da Copa de 2014 passam por readequação e recebem notas com base nas condições de segurança dos alimentos apresentadas. Em Cuiabá, cerca de 80 empresas do segmento participam.

A consultora nutricional Paula Costa Cunha explica que a categorização serviu para avaliar em termos práticos a parte de higienização e boas práticas dos estabelecimentos seguindo a legislação vigente, e frisa que esta é uma maneira de garantir a qualidade dos serviços prestados para os consumidores.

A avaliação usa critérios definidos pela Anvisa e os estabelecimentos têm o dever comunicar aos consumidores se obtiveram as notas “A”, “B” ou “C”. A iniciativa pioneira foi anunciada no período pré-Copa e passa a ser uma realidade nacional. Os critérios são baseados em experiências bem sucedidas de cidades como Los Angeles, Nova Iorque e Londres.

Orienta ainda que a principal mudança proposta pelo projeto-piloto é referente aos hábitos higiênicos dos estabelecimentos e vê como positiva a resposta dos empresários e funcionários. “O projeto veio a calhar pelo fato de Cuiabá ser uma das cidades-sedes da copa do mundo. Acompanhei o trabalho realizado por algumas empresas e foi muito válido. O avanço foi de 60%”, explica a consultora nutricional.

O trabalho conta com apoio do Sebrae, que desenvolveu a Cartilha do Empresário – Apoio à categorização dos serviços de alimentação, em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). E ainda realizou serviço de consultoria às empresas, juntamente com Senai e Senac. A Anvisa também publicou material facilitador.

A analista técnica do Sebrae, Marisbeth Gonçalves, aponta que as instituições ofereceram gratuitamente cursos e consultorias às empresas que participaram do projeto-piloto, que é apontado por ela como indispensável para garantir segurança alimentar aos consumidores.

“Temos a missão de fortalecer os micro e pequenos empresários e a participação neste processo foi mais um passo dado. Inicialmente, alguns empresários não gostaram da ideia, mas conforme foram conhecendo o projeto-piloto entenderam a importância dele para o mercado, clientes, funcionários e para o próprio estabelecimento”.

O empresário Marcelo Rodrigues de Matos, proprietário do restaurante Meat’s Grill, especializado em cortes especiais de carne, atua no segmento alimentício desde 2004 e não viu problemas em adequar às novas exigências da Anvisa. Relata que a fiscalização dos órgãos responsáveis sempre existiu, mas em novembro de 2013 iniciaram as propostas de mudança.

“Houve uma fiscalização e deram um prazo de 120 dias para adequação a todas as normas. A partir disso, o governo federal em parceria com o Sebrae prestou consultoria gratuita com nutricionistas para que as medidas fossem seguidas com o objetivo de alcançar a nota “A”. Acompanhamos a lista informada e muitos não conseguiram a nota”, explica o empresário.

Segundo Marcelo, as exigências abrangem vários itens, passando pela cobrança de certificados da água utilizada no estabelecimento, controle da temperatura, do tempo de exposição dos alimentos preparados, uso de termômetros para controle efetivo da temperatura, manutenção dos equipamentos de armazenamento e exposição.

“Capacitação do manipulador sobre as Boas Práticas, incluindo a lavagem freqüente das mãos também faz parte das exigências, assim como manter o estabelecimento em adequadas condições de higiene, ter fornecedores de matéria-prima de boa procedência, acompanhar, avaliar e melhorar continuamente as práticas adotadas no estabelecimento, sempre contando com acompanhamento de nutricionista habilitada”.

No entendimento da consultora nutricional, tanto os empresários quanto os funcionários ganham com o projeto-piloto. Lembra que os estabelecimentos melhoram a qualidade da mão de obra presente na empresa, o que reflete positivamente em vários setores. “Os locais passam a ter funcionários capacitados, com conhecimento sobre os riscos de contaminação dos alimentos. conhecendo os problemas, aumenta o cuidado na manipulação e armazenamento dos produtos e com isso, a empresa ganha com a diminuição da perda de produtos, pela armazenagem adequada. A medida representa ganho para todos”.

Marcelo complementa que os clientes também ganham. “Com a categorização, o cliente tem como saber o padrão do estabelecimento onde está se servindo. Não podemos esquecer que nem sempre o restaurante mais luxuoso ou mais caro significa uma situação sanitária adequada”.

Ele complementa que categorização funciona para o consumidor como uma forma de transparência e garantia de direitos, o direito de consumir alimentos bem preparados e de qualidade. Por meio dela, podemos conhecer a situação sanitária de cada local. “Além de fornecedor de produtos, nós somos também consumidores e temos o direito de saber o que estão nos servindo. Entendo que esse projeto de categorização deveria ser cobrado de todos que atuam no ramo de alimentação, para que muitos não coloquem em risco a sua saúde”.

Para Marisbeth, a categorização é uma forma de mostrar ao consumidor que a cozinha do local que ele elegeu para se alimentar está apta para oferecer refeições de qualidade, sem riscos de contaminação ou problema de saúde. Afinal, quem é que está disposto a pegar uma intoxicação alimentar, ou mesmo encontrar “objetos” não identificados no prato?


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