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17/08/2015 11:16

Balão intragástrico

Elaine Moreira, especialista em Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva

Formada em medicina pelo Centro Universitário de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, a médica Elaine Moreira fez residência em Clínica Médica no Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília (DF), e especialização em Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva no Hospital Universitário de Uberlândia (MG). É membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), além de presidente da Sociedade Matogrossense de Gastroenterologia e Nutrição.

Atualmente, existe uma preocupação muito grande com a forma física e com a saúde. Normalmente as mulheres sempre querem perder peso. Mas em que momento o paciente deve pensar em emagrecer, de fato?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o critério usado para classificar o paciente de acordo com seu peso é o IMC (Índice de Massa Corporal), que consiste no seguinte cálculo: IMC= PESO/ ALTURA 2

O IMC é considerado normal até 25. Acima disso o paciente é considerado com sobrepeso. E quando o IMC é maior que 30 há o diagnóstico de obesidade, que é uma doença.

Qual a diferença entre cirurgia bariátrica e balão?

O balão intragástrico não é cirurgia, portanto não envolve anestesia geral ou cortes. A prótese é colocada e retirada por meio da endoscopia, com pronta recuperação e alta do paciente, sem necessidade de internação. O paciente pode retornar para suas atividades profissionais imediatamente. E por fim, o tratamento com o balão intragástrico é reversível a qualquer momento.

Quais as indicações para o uso do balão?

Pacientes em sobrepeso, IMC superior a 27, que apresentem doenças secundárias à obesidade ou histórico de dietas frustradas. Pacientes em Obesidade grau 1 (IMC superior a 30), pacientes em Obesidade grau 2 (IMC maior que 35), pacientes em Obesidade grau 3 (mórbida), com IMC acima de 40, que não desejam ou não podem se submeter a uma cirurgia bariátrica mais agressiva.

Pacientes em superobesidade (IMC superior a 50) a fim de contribuir para a redução de peso no período preparatório para cirurgia eletiva, reduzindo os riscos cirúrgicos e anestésicos também podem recorrer ao balão.

O procedimento também pode ser adotado por pessoas acima do peso, respeitando o limite mínimo do IMC, que não tiveram bons resultados com outros tratamentos clínicos da obesidade. O balão também é indicado para quem tem sobrepeso e com contra-indicação de drogas utilizadas no tratamento clínico ou doenças secundárias ao tratamento medicamentoso.

Como é feito o procedimento?

O método consiste na colocação do balão no estômago através de endoscopia digestiva. O balão intragástrico é uma prótese de silicone em formato de esfera que, após ser posicionada na cavidade gástrica, é preenchida por soro fisiológico e azul de metileno. As próteses comportam um volume entre 400 a 700 ml. O tempo de permanência do balão é de até 6 meses.

Como ele funciona?

Ele ocupa até 70% do volume do estômago, reduzindo de maneira muito considerável o espaço disponível para alimentos líquidos e sólidos no órgão. O balão traz a sensação de saciedade. Sua presença também estimula os receptores que transmitem para o cérebro a sensação de saciedade.

Existem efeitos colaterais? Riscos?

O tratamento é muito seguro e as complicações são raras. Enjoos e vômito nos três primeiros dias após a colocação são os principais efeitos adversos. Em geral, entre três e cinco dias após a colocação do balão, o organismo já se adaptou e as náuseas tendem a desaparecer.

O balão pode ajudar no resultado de uma possível cirurgia de lipoaspiração?

O balão intragástrico tem como finalidade o emagrecimento, enquanto a lipoaspiração ajuda no contorno corporal. A associação destas duas técnicas vem dando ótimos resultados. É possível realizar tratamento com o balão em pacientes com excesso de peso de 10 a 15 quilos. Após atingir o peso ideal, estas serão submetidas à lipoaspiração com resultado superior à técnica isolada.

É possível eliminar quantos quilos com este tratamento?

Cerca de 20 a 30% do peso corporal. Sempre lembrando que o comprometimento do paciente com o processo, por meio de reeducação alimentar e da prática de atividade física, será determinante para o sucesso do tratamento. A perda de peso é diretamente proporcional ao grau de engajamento do paciente.


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