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17/08/2015 11:21

A acne foi tratada. E agora, o que fazer com as cicatrizes ?

A acne foi tratada. E agora, o que fazer com as cicatrizes ?

Algumas pessoas desenvolvem formas mais graves de acne, que podem deixar sequelas, como manchas e alterações da superfície da pele, como as cicatrizes deprimidas.

Vários tratamentos podem ser utilizados para a correção destas cicatrizes, sempre com intuito de estimulo e remodelação de colágeno, e a indicação de cada um deles depende de cada caso. Em uma mesma pessoa, pode ser necessária a utilização de mais de um método, para se obter um melhor resultado.

Peelings químicos: podem ser superficiais, médios ou profundos, de acordo com a profundidade da pele que se deseja atingir. Bons resultados podem ser obtidos com peelings superficiais repetidos e realizados a pequenos intervalos, principalmente para o tratamento de manchas causadas pela acne. Além de clarear as manchas, os peelings melhoram a textura da pele, que fica mais uniforme e melhora o seu aspecto como um todo. Se as cicatrizes forem mais profundas, os peelings médio e profundo, são mais eficazes.

Subcisão: utilizada para elevar cicatrizes deprimidas, a técnica consiste em liberar a pele da fibrose cicatricial que a puxa para baixo. É feita pela introdução de agulha cortante sob a cicatriz, que corta o tecido fibroso, soltando a pele. Um hematoma resultante do trauma estimula a formação de tecido colágeno no local, que também vai ajudar a elevar a cicatriz. O tratamento pode precisar de várias sessões.

Excisão e sutura simples: indicada para remover cicatrizes disformes, com bordas irregulares. Consiste na retirada da cicatriz com bisturi, sob anestesia. A cicatriz resultante da remoção é mais uniforme, feita borda a borda, com resultado estético melhor.

Preenchimento cutâneo: para as cicatrizes deprimidas que desaparecem quando a pele é esticada, o preenchimento é uma boa indicação. São injetadas substâncias debaixo da cicatriz, levantando-a. O objetivo é deixar a cicatriz no mesmo plano que a pele ao redor. Geralmente utiliza-se preenchedores temporários, como o ácido hialurônico (que pode durar cerca de 1 ano). O procedimento é bem tolerado e pessoas mais sensíveis podem utilizar um creme anestésico.

Dermaroller ou microagulhamento: é um sistema de rolamento que contém inúmeras microagulhas que geram centenas de microlesões na pele. Esta ação desencadeia mediadores químicos que estimulam os fibroblastos a produzirem mais colágeno e elastina para restaurar a pele danificada. Oferece maior segurança aos pacientes com melasma e em pacientes fototipo alto, ou seja, peles morenas e negras, que precisam de tratamento que estimulem o colágeno, como na redução de cicatrizes de acne. É recomendável intervalo de seis a oito semanas entre elas, quando se observam os resultados.

Laser de CO2 Fracionado: um dos tratamentos mais utilizados atualmente. O príncipio do LASER fracionado é a criação de “colunas térmicas” (microzonas térmicas) de energia atravessando a pele, deixando entre essas colunas porções de pele não acometida, possibilitando uma cicatrização mais rápida a partir da pele saudável e consequentemente um pós-operatório melhor tolerado. A recuperação ocorre em aproximadamente 3 dias a uma semana, mas alguns  cuidados são necessários. A pele apresenta uma descamação leve  como se tivesse sido queimada pelo sol, e permanece um pouco avermelhada  por até 2 semanas. A exposição ao sol deve ser realizada com cuidado e no dia a dia é necessário  o uso de protetor solar, pois essa nova pele recuperada e ainda em cicatrização está mais sensível e passível de manchar com maior facilidade. Necessita várias sessões para ser efetivo, mas na primeira aplicação já é possível observar resultado.

Radiofrequência fracionada: o princípio de tratamento é muito semelhante ao laser de CO2 fracionado, com o diferencial de poder ser utilizado em peles morenas ou negras, já que a energia emitida não é luz e sim onda eletromagnética e térmica. Utiliza-se anestésico local pré-procedimento. Durante o procedimento observa-se contração imediata da pele, pois o colágeno se contrai a temperaturas acima de 60 graus. A radiofrequência é conduzida através do tecido biológico usando a água intracelular rica em NaCl, por isso atinge as camadas mais profundas da pele, provocando uma grande produção de colágeno nos próximos 6 meses, proporcionando ao paciente um resultado semelhante ao de um peeling profundo ou laser de CO2 fracionado, porém com retorno praticamente imediato às suas atividades habituais. Vermelhidão e leve inchaço pós-tratamento regridem em 5 a 7 dias.

Sempre consulte seu dermatologista, pois ele é o profissional capacitado para o tratamento de sua pele.


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